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Água e Língua Portuguesa: refletindo sobre discursos e sentidos

  • Foto do escritor: Nara Rotandano
    Nara Rotandano
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

O que trabalhar?

A disciplina pode ser um espaço privilegiado para analisar como a água é representada em discursos literários, publicitários e jornalísticos. O foco aqui é a Análise de Discurso: quem fala, quem é silenciado e quais palavras são escolhidas para descrever as crises ambientais.


A reflexão: A linguagem não é neutra; ela constrói sentidos sociais e políticos em torno da água. Muitas vezes, o discurso insiste em responsabilizar o indivíduo pelo desperdício residencial, silenciando o modelo de produção excessiva que utiliza a maior parte desse bem comum que é afetado pelo consumismo.



Possibilidades:

  • Desconstrução de Campanhas e a "Culpa" Individual: Analisar anúncios que focam na economia doméstica (banhos curtos, torneira fechada). A partir disso é possível discutir como esse discurso, ao focar apenas no uso direto, acaba "invisibilizando" o impacto do nosso consumo de bens (roupas, eletrônicos, alimentos ultraprocessados). A responsabilidade do indivíduo vai além de economizar água no cano; ela passa pela escolha crítica do que consome, pois cada produto carrega uma carga enorme de água em sua produção.


  • Análise de Discurso Jornalístico (Privatização e Secas): Trabalhar com notícias sobre a gestão da água para observar quais palavras são usadas: a água é tratada como "recurso", "mercadoria" ou "patrimônio da humanidade"?. É possível avaliar quais vozes aparecem nos textos (especialistas, políticos, CEOs) e quais são silenciadas (populações ribeirinhas, indígenas, moradores de periferias afetados pela falta de abastecimento).


  • A Água na Literatura e a Realidade Social: Explorar poemas, contos ou letras de música que retratem a água em diferentes contextos. Comparar textos que usam a água como metáfora de beleza e pureza com narrativas que retratam a água como força de destruição em enchentes ou a sua ausência em secas severas. Isso ajuda a perceber como a literatura registra a desigualdade social no acesso e na proteção contra os eventos hídricos.


Por fim, é importante destacar que o principal objetivo é que o aluno aprenda que falar sobre água não é apenas repetir recomendações de economia doméstica, mas questionar os sentidos e interesses por trás de cada mensagem.



 
 
 

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